terça-feira, 21 de agosto de 2018


(c onbto) – Constatação

          Ergui meu edifício de mil andares num deserto como sói acontecer no acontecer contrário dos tempos de hoje. A fim de procurar e/ou encontrar a felicidade.
          A área – plana parada, morta!? – essa área por toda uma extensão banalmente medida metrada buscada essa nessa região longe ou menos ainda, nela se podendo achar o fim... ah o fim no começo melimetrada.
          Usei o possível em todos recursos como os olhos abertos estatelados, após óculos, depois binóculo e o mais mais, o escambau; com objetivo a descobrir, achei areia em grânulos miúdos em poeira banal, inclusive nos detalhes dos pormenores minuciosos – tudo sem base sem explicação. Explicar! A mim bastando o encontro, que seria qual tesouro sonhado suposto imaginado imaginando um definitivo, visto abusivo por quimera. Quimera.
          Quimeras!
          Ruiu quebrou-se desmontou. Sobrou pedra? Sequer pedra sobre pedra. Sequer consolo do vento sobre vento. Não. O vento permaneceu. E a poeira, claro. Pó. Desejo. Conclusão?
          Nem a conclusão do desejo nem o desejo do pó!
São Paulo   agosto  2018


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