(contolouco)– Estorieta em três
palavras
Vamos
que sejam quatro, pronto.
Era
uma vez... ué! da carochinha? Tá bom, uma outra vez foi nessa... agora a forma
tá boa?
Nessa
ou dessa vez um apartamento se apaixonou perdidamente por uma quitinete. Ele
grandalhão, bom (até prova em contrário) rico à beça, milionário bilionário
atrabiliário; bem-posto apresentabilíssimo etc. e tal; tal o macho da espécie aedifium. Ela... ai ela! ela pequena,
grande de boca de falar a falar pra burro, não ela: a outra quitinete vizinha
briguenta e (já que estamos em estória de amor:) ciumenta pois imaginem que
desejando o belo apartamento visitante da vizinha! a vizinha objeto amoroso e
apaixonado, mais uma vez se insiste.
Todavia
era a vez em era uma vez da quitinete mirrada e sem boca, quer dizer não abria
a insultar ninguém, visto a quitinete sua vizinha sempre apelidá-la aos berros
"satanás satanás satanás" três vezes por vez satanás. Quieta mansa bela,
bela!? não exageremos.
A
quitinete estreita e pobre, não miserável como miseráveis os da rua na sua área
caídos ao chão ao frio ao limbo quem sabe. Enfim pobre sem ser paupérrima; em
cinco palavras, acanhada.
A
isso, isto é coisa segundo a vizinha arrelienta da quitinete magra diminuta sem
tostão (e "feia" completaria a vizinha assinzinho com satanás); a
isso foi a que se deu o apartamento 'trilionário' e apaixonado?
A
estória se prolonga por mais de seis ou de sete palavras, de tão grande a uma
estorieta em três palavrinhas.
Contudo
não durou o caso de amor a eternidade; longe disto pois ambas vizinhas se
amalgamaram se perdoaram e resolveram, em não encompridar mera estorieta, a
viver por fim lesbicamente corretas.
Enquanto
ele, o enorme e gigantesco apartamento com piscinas e suítes e demais outros
bens demais ao luxo – esse rico apartamento se dispôs a morar com outro
apartamentão nos jardins ou num empáire esteite qualquer. Tudo corretamente
guei como exigência atual.
As
três palavras prometidas, abusaram em mais de oito, pra finalizar.
São Paulo agosto
2018
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