Estorieta Delas
É a quentura a
envergonhar o inferno nos trópicos então sem vento. Ela, a mosca atrevida, a
driblar a curiosidade doutras mil moscas e se senta perto, perto do grude de
fruta banana laranja manga; beija, tenta beijar, beija o restinho cheiroso
atraente e daí Ela, Ela? a língua, Ela beija antes e grita à outra “eu vi primeiro,
é meu, vi primeiro”. Brigam se enfrentam na briga e Ela, Ela a dentadura,
atinge morde prende as outras, tritura, descansa (não se sabe se em paz).
Noutro dia é outro dia no dia de amanhã, manhã. Ela, Ela agora e por último,
mesmo porque alguém tem que ter autoridade e acabar com possíveis desavenças,
então impossíveis, Ela é a descarga. Fim de papo.
Marília
dezembro 2016
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