segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Estorieta Delas

É a quentura a envergonhar o inferno nos trópicos então sem vento. Ela, a mosca atrevida, a driblar a curiosidade doutras mil moscas e se senta perto, perto do grude de fruta banana laranja manga; beija, tenta beijar, beija o restinho cheiroso atraente e daí Ela, Ela? a língua, Ela beija antes e grita à outra “eu vi primeiro, é meu, vi primeiro”. Brigam se enfrentam na briga e Ela, Ela a dentadura, atinge morde prende as outras, tritura, descansa (não se sabe se em paz). Noutro dia é outro dia no dia de amanhã, manhã. Ela, Ela agora e por último, mesmo porque alguém tem que ter autoridade e acabar com possíveis desavenças, então impossíveis, Ela é a descarga. Fim de papo.

Marília   dezembro  2016 

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