(contolouco) Casal Típico de Nossos
Dias
Era
uma vez um político que se casou com dona propina. Não. Disseram bem dito que
não houve matrimônio formal e tudo o mais, menos pois não exigir-se-ia festa no
caso do casal. O casal viveu – às escondidas é preciso esclarecer – viveu, bem
não se sabe supõe-se mas afinal dividiram ambos seus dias além muito além da
época de eleição, a eleição homenageada por estas linhas a fim de festejar o
tempo dos tempos. Segundo alguns, algumas por englobar sobretudo vizinhas linguarudas
ex-comadres de antanho; segundo elas ele encontrou sua parceira daqueles dias
num lupanar onde brilhava a beldade 'emelecada' de perfumes e cosméticos e devidamente
maquiada, atraindo o pobre; então puro anjo santo, corrompido. Então ter-se-iam
ajuntado graças ao auxílio de meios escusos ligados aos inescrupulosos
empresários antes políticos, todos contaminados pela ambição...
O
par não teve descendentes, ou por outra, teve muitos porém tais exemplares não
passavam de concorrentes ex-políticos ex-propinas também ou viola do mesmo saco
diz o ditado caipira. Viveu, conviveu por muitos anos, contados de antes do
Império Romano decadente até depois do futuro próximo futuro...
Bem,
teve lá seus tropeços – qual terá sido o casal que não os teve desde que o
mundo é mundo! – teve sim e um foi que certo engraçadinho incerto ou um frouxo
qualquer do consórcio de apoio a esse amor casto puro angélico, caíra numa
contradição ou choque trivial de farinha da farinha do mesmo saco: por isso foi
preso inquirido e vendeu informes implicantes em troca ter condenação mais
branda. Assim Político caiu enrolado também na armadilha, bem como Propina; já
nesta altura ambos num viver mais escondido, possa a peneira tapar o sol.
Presos.
Aí
entram rábulas e advogados, estes últimos pagos por Político Riquíssimo graças
a ela, ela Propina; enquanto ela ficara por conta de rábulas, desses que não
passam no exame da Ordem. Sem progresso, veja-se bem também. Os causídicos
tentaram provar a inocência dos fregueses (já fregueses contumazes) chamados
clientes nas altas cortes.
Isso,
entram aqui as Altas Cortes.
Aquele
negócio escondido da verdade mas sabido pelos moleques do grupo escolar. De a
polícia prender e o juiz ex-defensor de grandes réus (leia-se milionários e com
exageros de votos comprados com meios de origem espúria) tal juiz solta por
luminar liminar o bandido foragido protegido, bandido sim, antes puro anjo
santo eleito e tudo o mais. Menos: outro juiz manda prender de novo o velho
devedor, se encontrado ou ao menos achada sua fortuna no Paraíso Fiscal, realmente
nunca devolvida in totum.
Acaba
aí um amor tão profundo e duradouro, quer dizer de mais de um ano ou de um
pleito!?
Não.
Não!
que abuso interpretativo.
Não
mesmo.
Político
muda de partido, um a aceitar sua condenação sem ação por decurso de prazo,
virando nada. Nada naquele tempo de era uma vez, tempo sábio e sabido tempo,
nada nessa época fora batizado como esquecimento. Passa-se uma borracha,
tchã-tchã-tchã, desaparece como por encanto, enquanto os pobres dos pobres no
povo através dos impostos pagam a conta.
Supõe-se,
com maldade então, que Propina igualmente nas mesmas condições escondida ou
casada ou amigada com novos velhos camaradas, conhecidos por namorados.
Ah,
vai aí a solução como dica em presente ao Dia dos Namorados. Que por sinal não
coincide com o Dia de Eleição no caso do caso, amanhã sete de outubro de 2018.
São Paulo outubro
2018
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