(conto) No Circo
A plateia indócil; como segurar o
público buliçoso e em expectativa! O mágico se desdobrando se tresdobrando no
seu ato mas contido a saber a responsabilidade a respeitabilidade... sua
preocupação se dividia, aqui na sua frente a pomba do número presa no chapéu; e
o público...
Respeitável público! anunciou.
... e o público a se mexer e mexer com
os próprio assistentes. Tinha a irmã; o irmãozinho de chupeta; o Lulu agora
sentado no próprio rabo e rindo decerto mas não se vendo a cauda a abanar; um
menino vizinho; o Mimi porém Mimi dormiu e não há maior desfeita do público a
um artista de escol que a indiferença do ronco, ronronava; e duas bonecas, uma
de pano a outra mero sabugo de milho de supermercado. Ainda assim ouvindo-se
palmas no espetáculo (menos do Mimi a dormir).
Bem. O artista principal naquele
número ansiado também na expectativa; enquanto, a enganar a assistência com
trejeitos e salamaleques e, por que não dizer? trapaças. Isto porque a pomba se
batendo dentro do chapéu do vovô, um chapéu à guisa de cartola; e a preocupação
no improviso com sua roupa, a mais escura encontrada no armário das crianças.
Ora, foi nisso alevantar o chapéu se
debater a ave e imediato voar... Com retorno na alegria do publiquinho a gritar
e bater palmas – aí ela chegou!
Ela? a Teresa. "Crianças, hora do
banho e do almoço".
E com ela... "não tem choro, sua
mãe deu ordem e pronto!"
Além de haver menos gente, desfalcando
o espetáculo, pois a genitora do vizinho o gritara. O Mimi não viu não despertando
no desmancha-prazer da gente adulta. S.Paulo abril
2019
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