(conto) Naquele tempo...
Ah!
aquele tempo, ora bolas qual, naquele, é consultar na dúvida a falha da
folhinha na folha o ano o mês o dia – enfim vão longe os dias em que imperava o
machão. Ele? ele mui, pergunte-se às bugias que se via ele via, se sim se não.
Não aceitando quem sabe Ela.
Ela
descobriu ou o sexto sentido dedou avisando – a gente indaga ao safado sexto "tá
do lado dela!" claro não iria responder. Pois então, então certamente o
bate-boca o machão fazendo valer os seus direitos (diz a má-fé serem sete delas
para cada um deles) Ela a lutar por seus direitos direita direta que sempre
fora...
Como
nem o sacerdote nem o juiz estando do lado daqueles tempos naquele tempo, se
puseram à briga; luta encarniçada não: não teve luta teve briga mesmo; e é aqui
iniciar a coisa.
-
- -
Correu,
fugiu, pé na estrada. O machão.
Ela
atrás. Vingativa cobradora interrogação. Andava (correndo) andava quase a
alcançar o objetivo...
Ele,
surpreendentemente, mente à sua decantada coragem e sobe qual macaco na árvore.
Ela
em baixo.
Ele
em cima. Olha examina o entorno.
Ela
silêncio.
Ele
pronto a descer imperar bater-se no peito na vitória.
Não.
Ela reaparece armada até aos dentes, embora a língua no descanso.
O
machado!
Ela
começa a faina no cortar a árvore. Tempos depois (daquele tempo ou naquele
tempo) a árvore balança. Balança Ele pra lá pra cá no cair...
Derruba
a árvore (árvore e/ou poleiro se se quiser) derruba num ploft e no barulho
impressionante.
Ele
já no topo da vizinha, não uma das flagradas bugias dele não: doutra próxima
árvore.
Ela
olha lá pra cima.
Ele
olha lá pra baixo.
Inicia
o trabalho com machado. Reinicia.
Vem
novo estardalhaço de copa lenho da lenha ao solo raso.
Ele
pulara a outra. Aí bate no próprio peito oh ooô, tal qual o Tarzã (a Chita três
dias longe do machado). Nada obstante nova árvore cortada pendida e estendida
no chão! Novo pulo espetacular dele, Ele noutro topo noutra árvore.
A
ação do machado. Bate corta cede cai; vence repete.
Ela
repete a dose. E repete. E repete o repetir.
Ele?
pula qual lhe ensinaram as bugias – de galho em galho, de árvore em árvore.
Ela
corta derruba...
Nessa
altura só tem água – e promessa de leito vazio seco morto todo – somente água.
Nem o governo de hoje então imaginando ter essa felicidade. Ela, a 'ex' dele,
examina pra ver se existe ainda na Amazônia algum espécime da espécie botânica
viva.
Deserto!
Decerto
fugira pra suas bugias o macaco in Homo
Sapiens.
Naquele
tempo.
A
esperar milênios num incerto talvez que o Orbe se refaça se refloreste se
refloreça da morte à vida. Antes que sugado ao Buraco-Negro.
São Paulo maio
2019
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