sábado, 18 de maio de 2019


(conto) Naquele tempo...
Ah! aquele tempo, ora bolas qual, naquele, é consultar na dúvida a falha da folhinha na folha o ano o mês o dia – enfim vão longe os dias em que imperava o machão. Ele? ele mui, pergunte-se às bugias que se via ele via, se sim se não. Não aceitando quem sabe Ela.
Ela descobriu ou o sexto sentido dedou avisando – a gente indaga ao safado sexto "tá do lado dela!" claro não iria responder. Pois então, então certamente o bate-boca o machão fazendo valer os seus direitos (diz a má-fé serem sete delas para cada um deles) Ela a lutar por seus direitos direita direta que sempre fora...
Como nem o sacerdote nem o juiz estando do lado daqueles tempos naquele tempo, se puseram à briga; luta encarniçada não: não teve luta teve briga mesmo; e é aqui iniciar a coisa.
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Correu, fugiu, pé na estrada. O machão.
Ela atrás. Vingativa cobradora interrogação. Andava (correndo) andava quase a alcançar o objetivo...
Ele, surpreendentemente, mente à sua decantada coragem e sobe qual macaco na árvore.
Ela em baixo.
Ele em cima. Olha examina o entorno.
Ela silêncio.
Ele pronto a descer imperar bater-se no peito na vitória.
Não. Ela reaparece armada até aos dentes, embora a língua no descanso.
O machado!
Ela começa a faina no cortar a árvore. Tempos depois (daquele tempo ou naquele tempo) a árvore balança. Balança Ele pra lá pra cá no cair...
Derruba a árvore (árvore e/ou poleiro se se quiser) derruba num ploft e no barulho impressionante.
Ele já no topo da vizinha, não uma das flagradas bugias dele não: doutra próxima árvore.
Ela olha lá pra cima.
Ele olha lá pra baixo.
Inicia o trabalho com machado. Reinicia.
Vem novo estardalhaço de copa lenho da lenha ao solo raso.
Ele pulara a outra. Aí bate no próprio peito oh ooô, tal qual o Tarzã (a Chita três dias longe do machado). Nada obstante nova árvore cortada pendida e estendida no chão! Novo pulo espetacular dele, Ele noutro topo noutra árvore.
A ação do machado. Bate corta cede cai; vence repete.
Ela repete a dose. E repete. E repete o repetir.
Ele? pula qual lhe ensinaram as bugias – de galho em galho, de árvore em árvore.
Ela corta derruba...
Nessa altura só tem água – e promessa de leito vazio seco morto todo – somente água. Nem o governo de hoje então imaginando ter essa felicidade. Ela, a 'ex' dele, examina pra ver se existe ainda na Amazônia algum espécime da espécie botânica viva.
Deserto!
Decerto fugira pra suas bugias o macaco in Homo Sapiens.
Naquele tempo.
A esperar milênios num incerto talvez que o Orbe se refaça se refloreste se refloreça da morte à vida. Antes que sugado ao Buraco-Negro.
São Paulo   maio  2019


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